
terça-feira, 22 de abril de 2008
Espelho meu...

Olho para o espelho e não sei quem vejo.
Reconheço aquelas feições mas não reconheço o espírito que foi outrora.
A sua cara reflecte toda uma vida carregada de emoções e sentimentos.
Cada expressão conta uma história, umas alegres outras nem tanto.
Aquela não á a cara que gostaria de ver, nem o corpo.
Aquele corpo sempre a privou de se sentir livre, feliz, completa...
Ao longo da sua vida foi o seu grande desafio e tormento, a sua aceitação, ou melhor dizendo adaptação.
Reprimindo e ocultando o seu corpo dos diversos espelhos da sociedade faz-se destacar pela sua educação, simpatia e boa disposição.
Confronta-se com os espelhos, não os evita. Enche-se de coragem e olha-se.
Mais uma vez, o espelho reflecte aquilo que ela é, mas não reflecte quem ela é!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Somos...ou não somos...?

Somos um país nostálgico e excesivamente saudasista, apesar de não o assumirmos!
Tentámos imitar os "nossos irmãos" fuliões (Brasil) com desfiles e coreografias que não fazem parte nem da nossa maneira de ser nem de estar, e depois mostramos o nosso extremo apreço ao "Fado"!
Tiramos imensas fotos a cores, mas para recordação mandamos fazer a preto e branco ou em sépia.
Por que será?
Todos nós desejamos ser diferentes de nós próprios e a própria vida assim, por vezes, o permite!
Desta forma perdemos a nossa verdadeira identidade, o nosso "eu", a nossa verdadeira essência!
Somos, então os verdadeiros transformistas!
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Vê-me...

Olhas, mas não me vês!
Olhas...mas não me queres ver!
Teimas em olhar, mas não me vês!
Vês o que queres, mas não o dizes nem o sentes...
Olhas-me!
Fico despedida perante uma confusão de sentimentos...
Fico insegura...
Quero ser vista e compreendida neste mundo onde tudo se funde na modesta complexidade da vida!
Quero que me olhes e me vejas!
Estou aqui!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Toca-me!
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Fico à espera...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Private moments
Amor/Ódio

Foto de Paradiigme - " O meu caminho é uma cruz"
Estes dois sentimentos andarão sempre lado a lado. São viciantes, criam turbilência, desespero, ansiedade e contentamento. Talvez, por criarem em nós esta panóplia de sentimentos, que a nossa vida seja considerada uma "roda", ou seja, nunca sabemos o amanhã!
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